Filho de pai analfabeto tem 32% de chance de também ser. Essa probabilidade cai para 0,2% se o pai possuir ensino superior.
Aquela ideia de que escola é a segunda casa torna-se uma armadilha se não for bem compreendida pela família. É importante que pais e responsáveis atuem em parceria com os professores, mas os papéis de cada um devem ficar bem definidos. Enquanto é dever da família transmitir às crianças valores morais, cabe à escola proporcionar ao aluno a aquisição de conhecimentos e educá-lo também para o convívio social. O que acontece, muitas vezes, é que a família, principalmente por dificuldades sociais, delega à escola seu papel. Professores de escolas públicas de Pernambuco sabem bem o que é isso e chegam a dizer que a falta de participação dos pais na educação dos filhos é a principal dificuldade que enfrentam.A professora de matemática Lúcia Beltrão, da Escola Estadual Amaury de Medeiros, passou por uma experiência que comprova essa crença. "Há cinco anos eu substitui uma supervisora, daí veio uma aluna quase nua, com uma roupa bem decotada. Mandei chamar a mãe. Quando a mãe chegou, tava com uma miniblusa e a barriga toda de fora. Eu ia dizer o quê?! Mudei o discurso".
Pesquisa do Todos Pela Educação, movimento de diversos setores da sociedade que tem por objetivo efetivar o direito à educação de qualidade para todos, indicou que, enquanto a chance de um filho de pai analfabeto também ser analfabeto é de 32%, essa probabilidade cai para 0,2% se o pai possuir ensino superior. O levantamento também aponta que alguém cujo pai é analfabeto tem apenas 0,6% de chance de completar o ensino superior, contra um percentual de 60% caso o pai seja formado.








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